24 de fev de 2008

O mago, a caixa e a lápide sepulcral

Uma vez, quando o mundo era dominado por forças incompreensíveis, um ancião andava por um caminho ladeado por casas abandonadas, muros e árvores secas que tremiam ao som do assovio congelante da brisa costeira. O cenário lembraria o condado de Showts não fosse a ausência do mar Independence e dos versos do poeta J.T. Roots.

Chovia. O velho andava desesperadamente na direção sul segurando um pequeno maço na cor azul-celeste, embrulhado com fitas de seda desbotadas. Se o aguaceiro embaçador que caía do céu não corrompesse as vistas deste pobre narrador-observador eu poderia afirmar com toda certeza que o ancião deu um salto de três metros e meio em direção às grades da ultima casa da última rua do lugarejo, entrou na casinha de concreto velozmente, colocou o envelope sobre a mesa, pegou o telefone e pediu uma pizza metade calabresa, metade frango com catupiry e uma coca-cola para rebater.

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