29 de mar de 2008

Investigação lúcida

Era uma noite sem estrelas. Eu estava em meu escritório equacionando respostas para mais um crime sem solução. Mike, o velho companheiro canino, observava meu semblante como quem procura uma espinha no nariz da princesa da Inglaterra. Fotos, recortes de jornais, pistas não-materiais... Pareciam peças de um quebra-cabeça, ou melhor, várias peças de quebra-cabeças diferentes.

Duas dozes de uísque barato depois, lá estava eu no mesmo lugar. Mike continuava me olhando como se pedisse um teco da minha bebida, as pistas continuavam sobre a mesa, mas agora um pouco mais embaçadas.

- Já sei!

Nesse momento tudo ficou claro. A vítima não-identificada estava narrando uma história sem pé nem cabeça quando foi fulminada pelos olhos negros de um pastor alemão. E a cúmplice? Uma garrafa de uísque.

3 comentários:

Luíza disse...

nonsense porém cool.
também gostei deste aqui.

Caio Rudá disse...

Thadeu, isso aqui é metafísico, transcendente, surreal, psicodélico: é Pink Floyd!

Poxa, sacanagem esse título. Investigação lúcida... que sarcástico.

Caio Rudá disse...

Esse daqui tem uma carga semântica, ou algo do tipo.