25 de abr de 2008

Equilíbrio

na ponta de uma agulha

uma ampulheta flácida desintegra uma era,


sustenta súplicas um elefante de longas patas


no dorso de um cavalo bêbado bambeia,


galopa ofegante no fio da navalha

2 comentários:

Peixes em peixes disse...

A lingua úmida aquece o fio, mira o buraco da agulha

Areia movediça presa na ampulheta "desintegra uma era", refaz

um elefante de longas patas, embriagadissimo de frutas fermentadas

sobe no dorso de um cavalo bêbado bambeiam, um rincha, outro ri

e saem trôpegos ofegantes, atravessam o pequeno buraco livres...

Caio Rudá disse...

Thadeu, eu preciso entender essas coisas...