13 de ago de 2008

Que o deserto acuda a quem cedo Madruga


Ramón Valdés (1923-1988)

Um homem possuído pela ira passou dezessete luas vagando pelo deserto de Chiuhauha, no México.
Após penar muito, não só porque não sabia o motivo de sua raiva, mas também devido à falta de alguém em quem descontá-la, olhou para o sol e suplicou: “Torre o que me resta de massa cinzenta.”

Então, uma voz, não exatamente a do sol, replicou: “A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.”

Enquanto o andarilho procurava de onde tinham vindo palavras tão sábias uma serpente o picou.

7 comentários:

XyBeR disse...

huahuauhauha
relamente basta olhar para dentro de nos mesmo para acharmos nossas respostas :P

nicestthing disse...

Às vezes as vozes que escutamos, não são de outras pessoas, são ne nós mesmo. Vozes que nos dizem coisas que podem conter nossos sentimentos ou não.
Ouvi o seu Madruga do Chaves dizendo essa frase. :P

Pedro Junior disse...

Esse trecho faz parte de algum livro?
Acredito que é importante nos conhecer passamos mt tempo tentando "saber de td", mas sqcmos de conhecer o mais importante que somos nos msm...

ótimo post
passa lá no meu blog depois
abraços

Edu França disse...

Adorei esse trecho, tão intenso, bonito mesmo

Ricardo Thadeu disse...

Não um trecho na verdade, é um mini-conto meu.

Rodolpho Lupus disse...

Nome da serpente: vingança.
Pelo visto o deserto não o acudiu por não ter madrugado...
Adoro mini-contos...

Luiz disse...

bellissimo seu texto prbns.
http://moemaemdebate.blogspot.com