30 de nov de 2010

Vestíbulo 1

os cascos do texto acusam os verbos
os versos escritos conectam os cacos
os casos adjuntos cascateiam opacos
os cactos dúbios retrocedem acerbos

as flores flácidas murcham nos cantos
as chaves buscando uma fenda aberta
as claves de sol emurchecem a flecha
as flamas sem nós sabotam os flancos

os dias sem alvoradas assombram sós
os nós das vozes nos falam em código
os cômodos cantam uma balada algoz

os projéteis de prata perfuram o atroz
os átrios embalam os chascos sórdidos
as sortes achincalham a serenata veloz

Vênus dos trapos, Michelangelo Pistoletto

2 comentários:

Rart og Grotesk disse...

nossa, um poema bem diferente e criativo, parabens!
se quiser, dá uma passada no meu blog, ta atualizado http://artegrotesca.blogspot.com
boa semana!

10encontros disse...

Poema muito bonito e totalmente diferente do seu estilo. Tá ficando cada vez mais difícil traçar o perfil desse artista.
Parabéns!!!