28 de abr de 2012

Ricardo Thadeu no "Laboratório de Poéticas"

O artigo a seguir foi publicado no mais recente número da revista Laboratório de Poéticas.

ALGUNS POETAS DA BAHIA
Por: JIVM

A poesia não para. Sua energia está em constante renovação. Sua força circula sempre com intensidade por todas as partes. E que bom que é assim! Que bom que existem aqueles que conseguem captar e sentir e viver a incandescência da arte poética!

No Estado da Bahia, de todos os santos e de todos os demônios, a poesia ganha novos matizes com a chegada dos jovens vates que se incorporam à tradição ou que, de alguma maneira, se contrapõem ao legado deixado por Gregório de Matos e Guerra, Castro Alves e Sosígenes Costa.

Muitas são os poetas que se apresentam e que possuem brilho próprio. Mas como precisava fazer um recorte de novas vozes da poesia produzida na Bahia, optei por apresentar alguns dos que estão em duas coletâneas organizadas por mim e três que poderiam também constar nestes trabalhos, mas que por motivos vários ficaram ausentes.

Da coletânea Sangue Novo – 21 poetas baianos do século XXI (2011), vieram Janara Soares, Lidiane Nunes, Ricardo Thadeu e Vitor Nascimento Sá, novíssimas vozes que já demonstram o vigor e a perdição dos assinalados pela Musa. A estes pode se juntar Emmanuel Mirdad com sua pegada underground.

Do Concerto lírico a quinze vozes (2004), destaquei Elizeu Moreira Paranaguá e Sandro Ornellas, nomes reconhecidos nos meios literários da Bahia. Sandro Ornellas foi um dos vencedores do prêmio Braskem da Fundação Casa de Jorge Amado, com o livro Simulações (1998). Paranaguá, poeta oriundo do Circulo de Estudos Pensamento e Ação (CEPA), coordenador de importantes projetos na velha São Salvador e autor do livro O fogo do invisível (2006).

Para completar o time, dois poetas vencedores do prêmio do Banco Capital, Cleberton Santos e Livia Natália, autores de Lucidez silenciosa (2005) e Água negra (2011), respectivamente.

Acredito que, a partir da leitura de alguns poemas destes nove poetas, o leitor poderá ter uma noção da poesia que é feita na Bahia e que circula pelo mundo afora, visto que seus textos circulam com frequência pela internet e, portanto, são acessíveis a qualquer pessoa. A Bahia deu régua e compasso a estes poetas, que por sua vez inventaram as suas próprias geometrias e geografias.

Capa e artigo

2 comentários:

Marina de Carvalho disse...

Lendo isso me orgulho mais ainda do senhor. Tinha mesmo que ser da Bahia... E de Riachão :)
Os santos e demônios ainda vão dar o que criar!

Ricardo Thadeu disse...

^^
muchas gracias, Marinusca