13 de jul de 2012

Poema do primata que perdeu o ônibus

lendo o manual
de instruções
de meu velotrol

imagino um céu
sem nuvens
imagino uma buceta
sem pêlos

os anais do
congresso de stuttgart
amassam uma mosca

masco a festa
das massas
amasso o vento
com o pé esquerdo

abro a janela

preso na jaula
qual homem primata
preso no tempo
qual elo perdido

sinto-me dividido
entre o nada e o nada


Instalação de Magdalena Abakanowicz

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