8 de mai de 2011

Deixa estar, rapaz, deixa estar*

                                para minha mãe

Quando estou na pior,
prestes a amarrar uma bigorna no pescoço
e me jogar da ponte
é você que me diz: let it be.
E quando eu quero correr pelado
e gritar para o mundo ouvir
que essa merda de vida não vale a pena,
é você que me diz: let it be.
E nas vezes que choro cortando cebolas
ou vendo meu time perder,
ou quando sei que os ETs
vão invadir a Terra,
que amanhã é segunda-feira
e percebo que essa é só a leitura
de uma canção famosa
é você que me diz: let it be.


*Poema publicado no livro D'ANTES (VB, 2009)

8 comentários:

Caio Rudá de Oliveira disse...

um dos meus preferidos

Lidi disse...

Dos meus preferidos também.
Abraço, amigo Thadeu.

Karol Gonçalves disse...

Mãe é assim mesmo, sempre let it be.

Bruno Silva disse...

Muito bonito. Gosto a tanto tempo!

Ricardo Thadeu disse...

rudá, lidi, bruno

obrigado pela preferência rsrsrs

karol

volte sempre
aqui até mainha vira poesia


abç a todos

Bruno Soft disse...

There will be answer?
Let me eat

Bruno Soft disse...

Se eu for apelar pra minha mãe,
aí é que digo: "me f***!" rsrsrs

ideia não tem a(ss)ento disse...

você, meu amigo, é "difudê" demais!