Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

2 de abr. de 2016

Quando eu era

Quando todo menino roubava manga.
Quando todo menino jogava bola.

Quando todo menino do mundo
Gostava do Xou da Xuxa.

Quando todas as árvores da rua eram vivas.
Quando era viva a velha que vendia
Doce na porta da rua.

Quando a revista de mulher nua ainda tinha
Mulher nua de verdade.

Quando todas as esperanças eram moças
E faziam graça na frente do Beira Rio.

Eu era mais um menino entre mangas,
Canela suja, assistindo tevê.

Eu era mais uma árvore da rua
Fazendo sombra pra velhinha do doce.

Eu era mais uma hora no banheiro
Na companhia de uma modelo peluda.

Eu era a esperança, jovem,
Comprando balas no Bar de Seu Neli.

Propaganda do delicioso caramelo Nestlé.
Mais curiosidades AQUI

23 de out. de 2011

Ricardo Thadeu na 10ª Bienal do Livro da Bahia

Isso mesmo, meu povo: dia 29/10 (próximo sábado), às 18 horas, na Praça de Cordel e Poesia. Vai ser do car$@#*&!! PROGRAMAÇÃO COMPLETA AQUI

Clique na imagem para ampliar.
Enquanto a Bienal não chega,

8 de mai. de 2011

Deixa estar, rapaz, deixa estar*

                                para minha mãe

Quando estou na pior,
prestes a amarrar uma bigorna no pescoço
e me jogar da ponte
é você que me diz: let it be.
E quando eu quero correr pelado
e gritar para o mundo ouvir
que essa merda de vida não vale a pena,
é você que me diz: let it be.
E nas vezes que choro cortando cebolas
ou vendo meu time perder,
ou quando sei que os ETs
vão invadir a Terra,
que amanhã é segunda-feira
e percebo que essa é só a leitura
de uma canção famosa
é você que me diz: let it be.


*Poema publicado no livro D'ANTES (VB, 2009)

21 de out. de 2008

Deixa estar, rapaz, deixa estar

Quando estou na pior,
prestes a amarrar uma bigorna no pescoço
e me jogar da ponte
é você que me diz: let it be.
E quando eu quero correr pelado
e gritar para o mundo ouvir
que essa merda de vida não vale a pena,
e quando o feijão fica mais caro
é você que me diz: let it be.
E nas vezes que choro cortando cebolas
ou vendo meu time perder,
ou quando sei que os ETs vão invadir a Terra,
que amanhã é segunda-feira
e percebo que essa é uma releitura
de uma canção famosa
é você que me diz: let it be. 

Foto: Lennon and McCartney (1965) de David Bailey © Camera Eye Ltd.

18 de fev. de 2008

Teste de paternidade


Sofia
“– Tu é fia de quem?”