5 de out de 2015

REC #4: Os inocentes dispensam paraquedas

Estava no aniversário de um colega na primeira vez que escutei os Mamonas Assassinas. E nem liguei. Na verdade, não entendi nada da música, aquela paródia com sotaque luso falsificado do sucesso de Roberto Leal. Do “Vira Vira” eu só alcancei o “arrebita” e continuei comendo minhas lascas de galinha. Dias depois, na escola, fui apresentado a “Pelados em Santos”, cujo clipe em VHS foi gravado pelo filho da diretora. Aí, eu virei fã. Eu e todas as crianças do mundo. Bastava tocar a introdução de “Chopis Centis” (outra paródia, mas do The Clash) que a gurizada já começava a escarrar, cuspir, tossir e pular. As professoras manjaram logo e trataram de copiar uma fita K-7 para passar na sexta, dia da “recreação”. E foi num desses momentos recreativos que escutei, de uma menina bem mais velha, a versão de “Vira Vira” em português brasileiro. Não fiquei escandalizado porque, como Manuel, não fazia a mínima ideia do que era uma “suruba”, ou o que seria chegar “arregaçada” em casa. Mas achei graça na parte da cabrita. E isso bastava. Já estava adolescendo quando entendi toda a letra. O SBT fazia questão de reprisar as participações da banda no Domingo Legal e eu, na bestagem da idade, virei fã de novo. Não tirava as quatorze faixas do único álbum do quinteto de Guarulhos dos ouvidos. Recentemente, em outra festinha de aniversário, escutei uma variante bem-comportada do “Vira Vira”. Na minha frente, uma criança acompanhava, executando a letra original. E na ponta da língua! Acho que ela não entendia tudo que cantava, mas com certeza acha muito melhor a versão dos Mamonas.

Capa do disco homônimo de 1995

4 comentários:

Marina de Carvalho disse...

"e continuei comendo minhas lascas de galinha" hahaha, galinha assada era muito servido antigamente... esses teus contos me lembram a época que eu só vivi na memória dos meus pais.

não vivi, de fato, o auge da banda, mas já grandinha ouvi o disco e achava o máximo essas letras cheias de ousadia

Ricardo Thadeu disse...

Marina, legal que você tenha gostado! rs
Abraço!

Wileyde Queiroz disse...

Ricardo velho!!!! Que lembranças memoráveis!!! Lembro tanto desta recreação e do amor pelos Mamonas !! a gente dançava tanto o "passar a mão na bunda"... kkkk saíamos correndo p passar a mão em vários colegas!!! ops! rs Amei os textos!!!

Ricardo Thadeu disse...

Wileyde kkkkk não lembrava dessa parte.

Obrigado e abç.